Ida:
Hoje tive uma prova às 15:10. Meu sogro disse que me deixaria no ponto de ônibus e de lá eu ia folgada para a Universidade. Ok, parecia que era meu dia de sorte porque assim que cheguei no ponto e encontrei minha colega ("Oi, Geovana! Tudo bem? Vou tentar uma carona, quer vir?"), um carro Sedan preto parou pra gente.
"Puxa, que sorte!"
O cara parecia nervoso ("É bom dar carona para as pessoas, eu sei.. mas eu fico com medo de me assaltarem... só dei carona por que são meninas e tô vendo que estão de mochila...")
"Unhum, senhor..."
"Quase ia passar porque vi um cara logo na frente de vocês mal encarado, sabe... ah, mas também não podemos vacilar com mulheres, eu sei... não que vocês sejam assaltantes, claro que não... - acho - ...mas teve um dia desses que eu soube que um homem deu carona pra duas meninas e uma delas assaltou ele e disse que o namorado estava mais na frente pra comandar... é de assustar, não é não...?)
"Bom... nós, caronas, também nos arriscamos demais pegando carona com um desconhecido." Falei.
"Ah, é verdade, menina!"
E calou-se. Dirigiu devagar e tartarugamente até chegar no ponto final pra gente. Quer dizer: parou um pouco antes, no Salobrinho, aí fomos andando até a UESC comendo poeira dos caminhões.
Volta:
Terminei minha prova/livro às 17:40 em ponto. Já estava escuro e eu não queria ficar esperando o ônibus com o ponto de carona tão vazio. Me aprocheguei no acostamento e dei meu sinal de polegar. Um, dois, quatro, seis carros... e então uma senhora bem rechonchuda chega do meu lado ("Ah, esse ônibus que não chega! Que demora, não é mesmo?"). E ficou lá... pegando ponga do meu polegar.
Felizmente um carro parou. O menino que estava na minha frente entrou, logo depois a senhora rechonchuda e finalmente eu. Isso depois do menino passar um perrengue tentando abrir a porta.
A rechonchuda quase não deixou espaço pra mim, que fiquei com 40cm do banco traseiro.
Ao contrário do outro, esse moço foi mais rápido (90km/h) e a senhora não parava de reclamar ("Pra quê essa velocidade toda... eu não quero morrer... e essa música...).
Não gosto de pessoas espertas, principalmente quando me deixam apertada no bando de trás.
Fora os resmungos, a viagem foi quieta. Logo desceu a moça da frente e o menino, então passei pra frente ("Ufa!").
Começamos a conversar sobre umas bandas de metal e rock clássico. Descobri que ele tocava em duas bandas da nossa cidade como baterista e que preferia Ozzy que o Dio no Black Sabbath. ("What?!").
Fiquei no ponto de ônibus que sempre paro quando pego ônibus. E claro, tentei não ser atropelada pelos trogloditas locais.
Obs: Estou fazendo dieta mas, como despedida de semestre, aproveitei a promoção de quarta e comprei um sorvetão de morango com amendoim.



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